DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Coltiva l'intimità con lo Spirito Santo — il Grande Sconosciuto — perché è Lui che ti deve santificare. (San Josemaría Escrivá)
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“És tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?”
“És tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?”
+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 11, 2-11)
Naquele tempo, João Baptista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos: «És Tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?». Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas
encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta.
É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».
Palavra da Salvação.
Para a reflexão pessoal
O terceiro Domingo do Advento é chamado de «Gaudete», ou seja, o Domingo da alegria, no qual a própria liturgia nos convida a alegrarmo-nos e regozijarmo-nos pela vinda do Senhor. Basta simplesmente abrir o Missal e ler a antífona inicial da Missa do dia e encontrará uma citação da carta de São Paulo aos Filipenses: «Alegrai-vos sempre no Senhor, repito-vos: alegrai-vos. O Senhor está próximo!» Consequentemente, também a primeira leitura retomará este tema, com o profeta Isaías a dizer até mesmo ao deserto e à terra árida para «se regozijarem», à estepe para «florescer» e «exultar».
O texto de Isaías é um texto messiânico, e vamos citá-lo novamente em breve. O que precisamos de compreender agora é: onde podemos ver essa referência à alegria no Evangelho de hoje?
À primeira vista, de facto, o trecho do Evangelho de Mateus destaca uma pergunta, aquela que os discípulos de João Baptista fazem a Jesus. Mais precisamente, a pergunta que João, por meio dos seus discípulos, faz a Jesus. A pergunta é a seguinte: «És tu aquele que deve vir ou devemos esperar outro?» É a pergunta de alguém que não parece ter a certeza de estar diante do Messias, aquele que deveria vir para salvar o povo de Israel. Baptista, portanto, teria duvidado. Hoje, poucos estudiosos da Sagrada Escritura duvidam disso... Antigamente, era-se muito cauteloso ao interpretar este texto como uma dúvida de fé por parte do precursor. Isso porque foi precisamente João quem viu o Espírito descer e pousar sobre o seu divino primo, o que mal se «casava» com a sua falta de fé.
Os Padres da Igreja viam neste pedido de Baptista uma forma de reforçar a fé dos seus discípulos, que, vendo o seu mestre na prisão, podiam começar a duvidar, talvez perguntando-se: «Se Jesus é o Messias, o libertador, por que permite que João seja preso?». Lembremo-nos de que, para a mentalidade da época, o Messias seria um libertador político, um grande guerreiro, e essas características não se adequavam a Jesus de Nazaré.
Voltemos, portanto, à pergunta feita pelos discípulos de Baptista. «És tu o Messias ou devemos esperar outro?» O Senhor não responde diretamente – Sim, eu sou –, mas coloca em primeiro plano as obras messiânicas que está a realizar. «Os cegos recuperam a visão, os coxos andam, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho». São as mesmas obras de que falava o profeta Isaías – e que precisamente nesta liturgia se lêem na primeira leitura. Este é o primeiro grande motivo de alegria, de júbilo: o Messias está aqui, o libertador chegou para salvar o seu povo.
Mas não é tudo... Na segunda parte, quando os discípulos de João se vão embora, o próprio Jesus lança-se num elogio ao seu precursor. Ele não é apenas um profeta, mas é «mais do que um profeta», «o maior entre os nascidos de mulher». Ele é maior do que todos aqueles que o precederam: maior até do que o rei David, de cuja linhagem viria o Cristo, de Abraão, pai da fé de Israel, e de Moisés, aquele que falava com Deus «face a face». Ele é o ápice de todo o Antigo Testamento, de toda a Antiga Aliança: é o profeta que não só anunciou, profetizou a vinda do Messias, mas também o apresentou.
No entanto, acrescenta o Senhor, «o menor no reino dos céus é maior do que ele». Eis a «bomba», a boa nova que deve fazer-nos «explodir» de alegria neste Domingo chamado «Gaudete». Baptista abre o caminho, anuncia, apresenta, vislumbra... mas não beneficia da pregação do Senhor, nem das Suas obras. Acima de tudo, não pôde participar do Seu sacrifício e sentar-se à mesa com Ele na Eucaristia. Todas essas coisas estão ao alcance de cada um de nós, que não somos gigantes como Baptista, mas pobres pecadores. Aqui, de facto, não se trata da santidade de pessoas individuais, mas da comparação entre duas eras, a «antiga» e a «nova».
Pouco pensamos nisso, mas temos uma grande graça, a de podermos sempre aproximar-nos do grande dom que Deus nos fez dos Sacramentos, em primeiro lugar o do Seu Santíssimo Corpo e Sangue. Esta é a grande alegria: Deus fez-se carne e quis ficar connosco, dando-nos a possibilidade de nos unirmos a Ele na Santa Comunhão.
São Maximiliano Maria Kolbe dizia: «Se os anjos pudessem ter inveja dos homens, seria por uma única coisa: a Santa Comunhão». Preparemos o nosso coração, neste tempo do Advento, para nos unirmos a Jesus presente na Santa Eucaristia, para que a nossa alma se torne «um Tabernáculo vivo», cada vez mais unida à alma de Jesus.
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