DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Nessun dubbio che la volontà di Maria è la stessa volontà di Dio. Consacrandoci a lei, diventiamo nelle sue mani strumenti della divina misericordia, come lei lo è stato nelle mani di Dio. (San Massimiliano Maria Kolbe)
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«Saiu o semeador a semear»
«Saiu o semeador a semear»
+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 13, 1-23)
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: “Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça”.
Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: “Porque lhes falas em parábolas?” Jesus respondeu-lhes:
“Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas não vereis. Porque o coração deste povo tornou-se duro:
endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure’. Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador:
Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos
é o que ouve a palavra e a acolhe de momento, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos
é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto, produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um”.
Palavra da salvação.
Para a reflexão pessoal
«O semeador saiu a semear»
Jesus fez um uso admirável das parábolas, esses relatos alegóricos que, por meio de exemplos, expressam uma verdade elevada, religiosa e moral. O evangelista Mateus relata nada menos que 11 delas.
O semeador desta parábola espalha a semente com generosidade, em todo o tipo de solo.
A semente é a Palavra de Deus, sempre viva e fecunda; o que muda é precisamente o solo, ou seja, o coração do homem. Hoje, na vida social, muitas preocupações, o ritmo frenético, o consumismo e a influência dos meios de comunicação correm o risco de sufocar os valores mais profundos, tal como os espinhos da história evangélica.
Alguns acolhem a Palavra com entusiasmo, mas não têm raízes sólidas e desanimam perante as dificuldades. No entanto, o Evangelho recorda-nos que também existe a boa terra: pessoas que ouvem, refletem e transformam a Palavra em escolhas concretas de justiça, solidariedade e fraternidade. Jesus convida cada um de nós a questionar-se, não tanto sobre a qualidade da semente — que é sempre boa —, mas sobre a disponibilidade do próprio coração para a acolher. A fecundidade da fé depende da escuta perseverante da Palavra, que se torna testemunho na vida quotidiana, na esperança de que cada coração humano possa tornar-se, por sua vez, um campo fértil, onde, silenciosamente, mas com certeza, cresce o Reino de Deus. Trabalhemos o nosso terreno, com a oração e com o sacrifício, como bons ouvintes da Palavra, e daremos fruto.
Voltemos o nosso olhar para Jesus que, antes mesmo de falar, olha para a multidão que o rodeia sem emitir julgamentos, mas com compaixão: percebe o cansaço, as feridas desconhecidas, os pesos no coração pelo que não correu como se esperava. É então que chama os discípulos e os envia, ensinando-nos assim que o Amor recebido não deve ser retido. Muitas vezes, Ele não nos pede «grandes feitos», mas que consolemos, encorajemos, apoiemos e escutemos, à medida do Evangelho: «De graça recebestes, de graça dai». Quantos dons recebemos: a fé, o amor, a paz, o perdão! Não os guardemos só para nós, mas espalhemo-los como as sementes da parábola, na esperança confiante de que outros os possam acolher.
No Evangelho de Mateus, Jesus apresenta as características inconfundíveis do Filho de Deus, que inaugura, para Israel e não só, o Reino dos Céus. O ministério público de Jesus, a sua Paixão, Morte e Ressurreição, prolongam-se depois no tempo, através da missão evangelizadora universal do Seu novo povo: a Igreja. A parábola do Bom Semeador, sobre a qual se centra esta meditação, transmite-nos imagens eloquentes: os diversos tipos de solo e as várias respostas à sementeira, o rendimento percentual das diferentes formas de crescimento da semente. As modalidades são variadas e as respostas também. Na época de Jesus, por exemplo, as pessoas que viviam nas margens do Lago da Galileia terão, muito provavelmente, visto crescerem juntas espigas altas e espinhos pungentes, em solos pedregosos. É de salientar que Jesus não explica à multidão, mas aos seus discípulos, o sentido da parábola (Mt 13,18-23), porque serão eles as testemunhas credíveis e corajosas da fé no Senhor Jesus. A eles explica que a escuta, a perseverança e a resistência ao espírito mundano são as disposições necessárias para acolher e fazer frutificar a Palavra. São diversas as histórias do Reino de Deus, cujo Amor é invencível e produz fruto nas almas abertas e disponíveis.
Perguntemo-nos: a qual dos quatro «tipos de solo» da parábola nos podemos comparar?
- A estrada? É impenetrável, mas Jesus, o Semeador, semeia sempre.
- O solo pedregoso? A semente não cria raízes e não perdura.
- Os espinheiros? Sufocam a semente. As preocupações do mundo presente são os nossos espinheiros e enganam-nos.
- O solo bom? Ser alegria para o Senhor, ser os seus pequeninos que escutam e põem em prática a Palavra.
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A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria
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