DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Coltiva l'intimità con lo Spirito Santo — il Grande Sconosciuto — perché è Lui che ti deve santificare. (San Josemaría Escrivá)
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Vamos conhecer melhor o nosso Pe. LUIGI
Entrevista a PE. LUIGI POLVERE icms
Lembra-se de algum momento em que percebeu que Jesus o chamava a segui-Lo pelo sacerdócio?
Devo reconhecer que Deus colocou no meu coração o desejo de ser sacerdote desde que eu era criança. Minha mãe contava-me que quando era criança brincava a celebrar a missa...
Mas a verdadeira fagulha que acendeu no meu coração o desejo de segui-Lo começou num campo de férias quando tinha 12 anos ...
Sim, porque Deus é assim: fala sempre na nossa história e na sua enorme criatividade usa tudo para levar-nos ao bem. Fui sem saber o que era e nunca imaginei que aqueles dias iriam mudar completamente a minha vida. Já frequentava a paróquia, então a missa, o rosário e a confissão não eram novidades ... mas uma coisa me tocou profundamente e ainda me lembro, como se fosse ontem: a plenitude de vida e o entusiasmo daqueles seminaristas e padres que animavam o campo. Fui atraído pela autenticidade de sua vida e, acima de tudo, pela verdadeira felicidade, que transparecia nos seus rostos, nos seus gestos. Eu estava apaixonado pelo amor deles por Nossa Senhora e acima de tudo pela maneira como eles estavam no meio de nós. Sempre tinham uma palavra para todos, bons conselhos para todos e no que faziam, da confissão à missa, de um simples jogo à brincadeira juntos, demonstravam um forte desejo de amar o Senhor, sempre apontando ao alto sem nunca contentar-se. Naqueles dias descobri pela primeira vez que Deus não é uma ideia ou alguém a quem deves obedecer, senão Ele fica má e se zanga... mas um Pai que te ama loucamente e que tem um plano para tua vida, te chama para grandes coisas e quando entras em realação com Ele, a vida é transformada. Havia algo naqueles sacerdotes que eu nunca tinha conhecido antes e que encheu meu coração. Uma coisa me surpreendeu: esses padres faziam voto de pobreza, castidade e obediência ... eles não tinham tudo que o mundo podia oferecer, mas eram mais felizes do que eu! Eu pensei ... "Bem, há duas coisas ou estão fora de cabeça ... ou encontraram algo maior pelo qual realmente vale a pena viver e até morrer ...". Eu não sabia porquê ... mas no meu coração esse desejo começou a crescer: "Eu também quero uma vida assim ...!" Hoje, como sacerdote, posso dizer que essas pessoas não se enganaram de fato, elas realmente encontraram o maior Tesouro diante do qual todas as riquezas deste mundo desaparecem e agradeço ao Senhor todos os dias por este grande dom e por todo o bem que Ele derramou na minha vida.
A partir do momento da decisão, teve dúvidas? Se sim, como as foi resolvendo?
Claro! Nada grande e bonito pode ser construído sem dificuldade. Eu tinha 14 anos quando entrei no seminário e o caminho foi longo e difícil ... mas as dúvidas e crises que sempre nos assustam servem na verdade para reforçar uma escolha e torná-la autêntica. Muitas vezes Deus as permite porque nos ajudam a amadurecer para sermos mais verdadeiros e menos superficiais. Um momento de crise constringe-te a descer em profundidade, para rever onde estás a construir a tua vida... as coisas que errastes e que precisas corrigir e todo o bem que estás presente no teu coração e que talvez não sabes reconhecer.
Mas tudo isso não se faz sozinho! Uma coisa que me ajudou a superar esses momentos foi a abertura sincera a um pai espiritual / confessor. Eu experimentei que quando eu contava um problema, uma dúvida, uma dificuldade, não era mais só eu que carregava o fardo, mas alguém que se encarregava dele e me acompanhava com suas orações e conselhos para lidar com ele.
E depois uma coisa dita, já está meio resolvida ... porque olhar um problema com os outros olhos te ajuda a ver mais claramente e muitas vezes a descobrir que o que eu chamava crises ou problemas eram na verdade graças, ocasiões que Deus me estava oferecendo para trabalhar no meu coração e trazer o melhor da minha vida.
A sua família é crente?
Sim, cresci em uma família que me educou na fé desde pequeno. Minha mãe é médica, ginecologista. Sempre se dedicou a favor da vida ... e apesar do trabalho sempre procurou estar presente na vida de nós filhos. Com ela aprendi um grande amor pela oração, especialmente o Rosário e a confiança no Senhor, que nunca abandona. O meu pai é um convertido que começou a viver a fé com seriedade graças a um padre salesiano e ao seu trabalho com os jovens. Com ele sempre aprendi o valor da generosidade e a disposição a doar-se a todos ... Sempre me transmitiu uma grande paixão pelos jovens e recordo que antes de ser sacerdote me dizia: « Quando serás padre, procure ser sempre pai para todos sem distinção! ”. Agradeço infinitamente a meus pais por seu testemunho de fé e por todos os sacrifícios que fizeram por mim e tenho certeza de que Deus também usou as suas vidas para semear no meu coração a semente da vocação ao sacerdócio.
Como é que a família olhou para a opção de entrar no seminário?
Minha mãe ficou imediatamente muito feliz, ela me confidenciou mais tarde que queria que um dos seus filhos se tornasse padre. Meu pai, por outro lado, inicialmente não ficou muito feliz em me deixar ir. Eu tinha 14 anos e, em sua opinião, era muito cedo para tomar tal decisão. Mas apesar disso, antes de partir para o seminario me disse: “Se é isso que te faz feliz, vá, mas lembra-te que a porta está aberta se quiseres voltar”. Estas palavras ainda me impressionam pela grande confiança que me transmitiram e pela enorme fé no Senhor. Ele chama em qualquer idade e quando isso acontecer não devemos fazê-lo esperar. Hoje, olhando para trás, os meus pais agradecem muito a Deus por essa escolha e sempre me dizem que o sacrifício de ter "perdido" um filho muito cedo foi enormemente recompensado pela graça de me ver como sacerdote e de me ver feliz. Eles não me perderam, mas me encontraram!
Continua…
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