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O nosso Jesus-pobre

Homilia no dia do Funeral

Homilia de dom Andrea Tosca

 “Pois os pobres vocês sempre terão consigo” (Jo 12,8) e “Estava ali a profetisa Ana, era muito idosa; tinha vivido com seu marido sete anos depois de se casar e então permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia e noite” (Lc 2, 36-37).

 Quando na minha experiência sacerdotal encontro algum idoso que não se cansa de “estar na igreja”, sempre orando, estes versículos do Evangelho me vêm à mente. É uma promessa de Jesus: " Os pobres vocês sempre terão consigo "!

 De facto, torna-se um exame de consciência para um sacerdote ou para uma comunidade religiosa como a dos Servos e das Servas do Imaculado Coração de Maria: seria que tenho ao menos um pobre ao meu redor?

Se a resposta for não: significa que não estamos a viver o Evangelho. “Vocês sempre terão os pobres, se me seguirem”, dizia o Senhor. Porquê? Porque no pobre, no necessitado está Deus.

Jesus sempre o ensina: “Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram;  O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram"(Mt 25, 35.40).

Poder ver Jesus nos pobres, nos mais fracos, nos idosos, nas crianças, nos ricos, nos outros, nos que nos rodeiam, é o verdadeiro desafio do cristão.

Os Servos e as Servas, e todas as pessoas que ajudaram Evelino viram nele Jesus. Ainda tenho em mente a irmã Benedetta ou o padre Alberto que perguntam a um dos padres ou aos seminaristas: " Já deste de comer ao pobre Jesus?”.

Estas palavras me impressionaram imediatamente. Ter em casa o pobre Jesus, que dorme connosco! Quando pensei nisso, senti-me "seguro" em casa.  Jesus no Tabernáculo e "Jesus-pobre na casa", num quartinho, dormindo connosco.

Quantas vezes os padres o barbearam, cortaram o cabelo, vestiram, limparam, cuidaram e, acima de tudo, escutaram. Ensinaram aos seminaristas a fazer essas coisas e também a mim, que no começo via com desconfiança esse estranho senhor... Em suma, quando ele te cumprimentava, já não sabia a hora de ir embora... Perdoe-nos do céu Evelino, se te demos algumas desculpas e contamos algumas mentiras, para poder fugir ... , no entanto fiquei impressionado com ele, que mesmo com 85 anos, ele se ajoelhava no banco em frente ao Santíssimo Sacramento para rezar o seu Terço.

Os seus olhos eram de um azul intenso, como o Céu de Fátima, e mesmo vindo de Braga, onde elogiava tanto o bom vinho de Amarant, passava os dias no Santuário. Ali eles o chamavam-no de "o louco do santuário" e ele também tinha feito algo não bom... mas, se pensarmos bem, que título bonito é este... você não acham ?

“O louco do santuário”, que estava no Santuário, que morava lá, nos átrios da Casa do Senhor, sob o manto de Maria, dia e noite. Louco por quê? Por que ele te deu uma catequese sobre Jesus? Por que ele falava sobre o pecado? Do inferno? Ele filmava os turistas despidos passeando pela capelinha parecem estar na praia da Nazaré?  Os guardas do santuário nunca mais fizeram isso....

Pois bem, eu também quero este nome: "o louco", louco de Jesus.

Louco porque seguimos um homem que dizia ser o Filho de Deus!

Louco porque acreditamos que ele ressuscitou após a morte!

Louco porque cremos que Ele está presente com Seu Corpo, Alma e Divindade, naquele Sagrado Pão.

Estamos loucos porque acreditamos que a sua Mãe, a Santíssima Virgem, apareceu ainda hoje aqui em Fátima?

Bem, então somos felizes, estamos felizes em ser chamados de loucos!

Louco por Jesus! Louco por Deus! Porque ele é um Deus louco de amor pelo homem, de todos os tempos e lugares, e que fez a maior loucura de todas: morrer na cruz pelos nossos pecados, para nos salvar e nos levar para o céu!

Não esquecerei as lágrimas do Padre Alberto, diante do corpo de Avelino, enquanto rezávamos uma dezena do Santo Terço. Padre Alberto o amava e fez muito por ele. Claro que, às vezes, ele se zangava e ele  disse-me  se desculpou em seu coração, no dia em que soubemos de sua morte. E, despedindo-se, deu-lhe um beijo na fronte. Como um da família.

Acho que agora o Avelino, que nos costumávamos chamar  “Braga”, está lá, nos salões da Casa do Senhor, dando catequese ao São Pedro  ou  São João, e talvez eles também se riam. Rezemos pela sua alma, para que seja purificado de todas as inevitáveis ​​falhas e pecados da vida.

Avelino faleceu no primeiro sábado do mês, sinal das boas-vindas da Virgem de Fátima. Agora nossa Mãe Celeste, que sempre o acolheu em Seu Santuário, pode recebê-lo nas Moradas Eternas. Amem.

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