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Viver o ADVENTO com o olhar de Maria

Três atitudes para viver bem o Advento

 

De Pe.Luigi Polvere icms

O tempo do Advento, que está para começar, pode ser definido como um tempo fortemente mariano. Com efeito, Maria Santíssima viveu-o na sua carne como qualquer mulher grávida que sabe bem o que significa "esperar". Seu olhar era direcionado mais para dentro do que para fora, e assim, olhando para ela, qualquer homem pode ser ajudado a não perder de vista a essência do Natal.

Nesta época tudo é enfeitado com luzes, com ornamentos, o ambiente fica mais romântico, tudo nos fala de festa, de alegria... No entanto, se lermos as histórias que contam o que aconteceu nos dias que precederam aquela noite, apercebemo-nos que, de romântico, tem muito pouco. Os Evangelhos falam de uma história muito difícil, de um noivado e de uma gravidez milagrosa (explica-o tu aos vizinhos…) de uma mulher e de seu marido que se viram obrigados a meter se a caminho (mesmo quando estavam cumprir-se os dias do parto) devido a um edital do imperador que pediu um censo de todo o Império ...e assim chegaram a dar à luz um filho numa pobre gruta, porque não havia lugar para eles na hospedaria (pensai na aflição de S. José), e depois, por causa de um massacre absurdo e inexplicável, foram constrangidos a fugir para um país estrangeiro.

Emsuma, para viver profundamente o Natal, primeiro que tudo temos de retirar desta festa a sua aparente poesia e também apercebermo-nos que, por detrás destes factos, estão pessoas concretas, com as suas histórias, com as suas dúvidas, com os seus sofrimentos, com a sua humanidade perfeitamente igual à nossa. Em vez de o lembrarmos como uma memória passada, aproxima-o muito à nossa existência. De facto, todo este grande mistério acontece no normal quotidiano de duas vidas, a de Maria e a de José que, com a sua liberdade permitem que Deus entre no mundo.

É bom pensar que, para vir ao mundo, Jesus não precisou de nada além do amor de duas pessoas e do acolhimento humilde de seus pais. Portanto, a primeira grande lição do Advento é saber apreciar a nossa normalidade, o nosso cotidiano com suas alegrias e tristezas ... às pessoas que Deus nos confia … porque quando vivemos tudo isto com amor, aquele é o único lugar em que Deus pode manifestar-se a nós. É muito importante compreender isso, porque todos nós estamos imersos em coisas que não escolhemos, em dificuldades e sofrimentos ... em coisas que mudaram as nossas vidas e que talvez não quiséssemos viver ... diante das quais muitas vezes nos sentimos impotentes ... e nunca pensamos que o Rei dos Reis vem nos visitar mesmo nessas situações ... mas o Natal, todos os anos lembra-nos que este é exatamente o lugar onde Ele quer nascer... um cristão é aquele que se lembra que a história da salvação acontece dentro desses condicionamentos e dentro de todas aquelas coisas que não decidimos ... e que realmente tudo se pode tornar uma oportunidade de encontrá-Lo.

Devemos pedir a Deus que abra nossos olhos, para saber como curar nossa cegueira; devemos pedir-lhe que não uma vida diferente, mas olhos diferentes. Para isso, existem três atitudes que, a exemplo de Maria, podemos tentar redescobrir neste tempo do Advento.

Em primeiro lugar, o Evangelho diz-nos que «Maria guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração». O silêncio não é apenas a ausência de palavras, mas o jejum de todas as pequenas coisas que nos atrasam e nos pesam no caminho para Deus e para os irmãos. O Advento é então como uma “mudança de estação”. Precisamos ter cuidado com o que nos vestimos, com o que enchemos a nossa vida, para que de repente não nos sintamos incapazes de viver o tempo que nos é dado, ou desperdiçar as oportunidades que Deus nos oferece para preparar a sua vinda. Como é essencial redescobrir aquela capacidade de silêncio orante que nos ajuda a colocar ordem na nossa vida, deixando que Deus nos mostre as coisas que nos acontecem à sua luz.

A segunda atitude é um espirito de oração. Quanto mais entramos em relação com Deus, mais entendemos quem somos, porque, como o salmo nos lembra "é na tua luz que vemos a luz". (cf. Sl 35) A oração ajuda-nos a acolher e valorizar o que acontece na nossa vida. Deus fala-nos sempre através da nossa vida: problemas, coisas boas ou ruins, coisas que gostaríamos ou não queremos. Assim, seguir Maria significa viver plenamente as coisas que nos acontecem e que muitas vezes não escolhemos. Aprender a dizer sim ao que nos acontece: esta é a primeira maneira de compreender o que o Senhor nos diz. A oração deve levar-nos a não fugir de tudo o que a vida nos reserva, porque, somente se levarmos a vida a sério, começamos a entender qual é a vontade de Deus para cada um de nós. O motivo da nossa infelicidade, da nossa dificuldade em amar para ser autêntico parte deste erro básico: não respeitar as coisas como são e pensar como “deveriam ser”.

Terceira e última atitude... Creio que a forma mais concreta de não vivermos anestesiados pelas coisas deste mundo é cuidar de alguém... aprendamos neste advento a cultivar o espírito de serviço e obediência às coisas que a vida nos reserva e também às pessoas que Deus nos confia, que são sempre uma oportunidade para sairmos de nós mesmos e nos libertarmos do nosso egoísmo e encontrarmos Jesus ali presente. Como Maria, todos nós temos "uma Isabel" para cuidar ... Sim , porque a felicidade é sempre uma coisa muito concreta e está sempre ligada a levar a sério a vida que nos foi dada e a não viver superficialmente ... não nos limitarmos e esperarmos o "melhor momento" que não existe e nunca existirá, mas começando a partir hoje, com o que tens e possues, o que nunca é pouco. A graça sempre começa assim... e encontras Deus começando com pequenas coisas concretas...começa a fazer espaço a Ele como como consegues... com o que tem a disposição porque Deus só precisa ver uma pequena abertura do teu coração para entrar com todo o Seu poder... Como são preciosos perante d’Ele os nossos pobres "sim" ditos com amor!

A todos um bom caminho de Advento!

 

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