DOSES DE ESPIRITUALIDADE
O sappiamo trovare il Signore nella nostra vita ordinaria, o non lo troveremo mai. (San Josemaría Escrivà)
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Como Madalena arrependida
Testemunho de conversão
Decorria o ano 1991. Tinha 27 anos e estava junta com um homem que já tinha contraído o matrimônio religioso e agora estava separado.
Só tomei consciência do triste estado em que me encontrava depois de perceber que estava privada dos Sacramentos, quando me aproximei do confessionário e o sacerdote me comunicou que, dado o meu estado, não podia dar-me a absolvição, pois estava em pecado público.
Nunca ninguém me tinha alertado antes de que isso ia acontecer e quando ia à missa chorava muito, pois também queria ir à comunhão.
Um dia uma senhora da minha terra ofereceu-me um pequeno livro: “ O mês de São José”. Não dei muita importância e ofereci-o à minha “sogra” que o colocou no seu fogão de sala.
Algum tempo mais tarde eu estou em casa dela e faltou a luz. Digo-lhe: “Vamos rezar o terço?” “Claro!”. Sentámos-nos à lareira e eu olho para o fogão e vejo o livro. Abro ao calhas. Era a história do dia 12 em que contava um relato de uma senhora que estava muito doente à beira da morte, vivia amancebada e tinha uma filha. Sua mãe tinha-lhe pedido antes de morrer que rezasse sempre todos os dias a São José para ter uma santa morte. Pensei: esta sou eu!
“Já sei, vou rezar a São José para converter o meu “marido” -que era muito difícil- e assim fiz. Novena atrás de novena e nada. Até que eu pensei: “Devo estar a pedir errado”. Aproximava-se a Quaresma e em seguida o mês de março e de acordo com o meu “marido” separámos camas e comecei a pedir o que Deus com certeza quer demais para nós. Viver todos os dias da minha vida na graça de Deus.
Precisamente no mês de março eu recebo um convite de uma amiga (sem eu ter pedido nem falado nada) para ir a um retiro de 5 dias sem falar, o mesmo que há 5 anos atrás tinha feito e tinha sentido o chamamento para a vida religiosa, mas que deixara morrer porque o pároco na altura, achou que Deus não chamava tão tarde (25 anos). Desígnios de Deus.
Bem lá, fui ao retiro, quando cheguei o primeiro sinal “Casa de retiros de São José”.
Sem dúvida tudo isto era obra de São José. No meu quarto estavam destinadas mais duas jovens além de mim; uma negou-se à última da hora e a outra na segunda noite não estava. Era um momento que Deus tinha proporcionado para ficar sozinha.
Nesta noite vivi terrores, confrontei-me com o meu estado de vida, longe de Deus, e o estado da minha alma, assustou-me bastante. A noite parecia cheia de sombras e só me restou rezar e mais rezar, pedir perdão.
Quando consegui adormecer eram 4 da manhã.
No dia seguinte, na sala das palestras, pús um papel em cima da secretária do sacerdote. “Padre, sei que não me posso confessar, mas se houver alguma coisa a fazer, diga-me!!!”. Não obtive resposta.
Fez-se silêncio e eu tinha tanta vontade de voltar à casa do Pai.
Depois da palestra fomos para a quinta meditar. Estava um dia lindo de Primavera, o céu azul-celeste, sem nuvens, o sol brilhava no alto a espreitar a terra e eu sentada debaixo de uma árvore rezava: “Pai, por favor, que eu não volte ao mesmo. Liberta me. Ó
Pai, que os céus se rasguem, que os ventos assobiem e que os anjos cantem que uma alma que estava perdida foi encontrada”.
Entretanto dão sinal, voltamos para a sala. Passados mais ou menos 30 minutos os jovens começam a olhar para a janela e a sussurrar. E eu perguntei baixinho: “O que é?” “Olha o tempo”. Olhei e vi de repente o céu estava a encher-se de nuvens negras e ouvia-se o som das trovoadas. Bem, não tinha percebido e quando voltámos novamente para a rua, olho para o céu e eis a resposta: “Que os céus se rasguem, que os ventos assobiem… e choveu tanto mas tanto que parecia que estávamos em pleno inverno. Depois, ao final do dia, a outra colega de quarto voltou de Leiria. Perguntei-lhe: “Estava a chover em Leiria?” “Não, nada, nem em Pombal. Só quando me aproximei daqui é que percebi que estava a chover torrencialmente”. Ora, a casa de retiros era em Cernache, antes de Coimbra. Percebi, sem dúvida, Deus estava a dar-me uma resposta.
Chegou o quinto e último dia. Eu estava em ânsia, iria voltar à mesma situação?
No momento da partilha Deus manda um tornado dentro de mim, acompanhado de -Vai!Vai!-. Eu resistia e pensava: “Mas como me vou confessar?”. E novamente: -Vai, Vai-. E finalmente Deus venceu. Levanto-me em prantos. Vou ter com a senhora que estava a orientar as confissões e perguntei se podia falar com o padre. Mandou-me para a capela que já me chamava. Entrei na capela com aquele fogo. Eu perguntava: “Mas como faço com o “meu marido”? Deus dizia-me: -Vai, confia em Mim. Vai confia em Mim!-.
Chegou a minha vez, entrou na sala e o sacerdote diz: “Minha filha, tiraste-me o sono com aquele papel. Estás arrependida?”. Sim, sim, sim.
“Vou dar-te o perdão”.
Confessei-me e quando saí da sala, um coro de Anjos cantava: Aleluia, Aleluia, Aleluia. Que os Anjos cantem… pedi na oração e cantaram. Que santa alegria. Saí de lá decidida. Acabou! Antes quero morrer que tornar a pecar e dizia-o não da boca para fora mas com a alma e o coração. Assim foi.
Voltei para casa, falei com ele e depois de lhe contar tudo disse-lhe: “A partir de agora viveremos separados e se Deus nos quiser casados, Ele vai providenciar”.
E Deus não quis e seis meses depois fui-me embora.
Não trocava por nada a festa em que se encontrava a minha alma... E como Deus me visitou tantas vezes em sonhos e fez um caminho comigo. E foi graças à poderosa intercessão de São José (que muito propago a sua devoção) que alcançei esta grande graça.
Viver todos os dias da minha vida na graça de Deus. Sou um vaso de barro frágil mas conto com a graça de Deus e à ajuda de Maria Santíssima e de São José para chegar um dia à eternidade. Assim como Deus Pai confiou o seu amado Filho nesta terra a São José tenho, tenho bem presente que também me confiou a São José. Dou muitas graças a Deus pela Sua Misericordia infinita que não desiste de esperar por nós.
II DOMINGO DA QUARESMA
«O seu rosto ficou resplandecente como o sol»
Convertei-vos a Mim de todo o coração
Como Madalena arrependida
Batismo
5. Aspeto curativo
I DOMINGO DA QUARESMA - 22 de Fevereiro 2025 - ANO A
«Jesus jejua durante quarenta dias e é tentado»
Com uma pequena doação poderá ajudar-nos a construir a nova Igreja da FCIM dedicada a Nossa Senhora e a São José em Fátima
A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria
O sappiamo trovare il Signore nella nostra vita ordinaria, o non lo troveremo mai. (San Josemaría Escrivà)