DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Ogni vocazione sacerdotale è un grande mistero, è un dono che supera infinitamente l'uomo. (San Giovanni Paolo II)
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De coração aberto
de Maria Lains Santos
A minha vida foi sempre um contínuo acto de amor de Nosso Senhor pela minha alma! E, certamente, se olhares para a tua história, caro leitor, verás o mesmo. Neste singelo texto, desejo partilhar contigo este amor de Nosso Senhor, presente em cada passo que dei - desde o meu nascimento até hoje, aos meus 17 anos - enquanto crescia na Família do Coração Imaculado de Maria (FCIM). E desejo também que te sintas levado a amar mais Jesus e Maria.
A minha ligação à FCIM começou antes mesmo das minhas lembranças, quando tinha apenas três anos: comecei a frequentar a Família acompanhada pela minha mãe e pela minha irmã. Ia aos retiros de famílias, às catequeses e aos primeiros sábados; quando atingi a idade da razão, passei também a frequentar os campismos de verão. Vejo agora que Nosso Senhor, desde cedo, me acompanhou e me concedeu uma formação espiritual íntegra e consistente. Além disso, desde então comecei a ser acompanhada por um sacerdote que, pouco a pouco, me moldava e me ensinava — pela sua paternidade espiritual — o caminho do Pe. Gino: a reparação e o amor nas acções mais pequenas e aparentemente “insignificantes”.
Mais tarde, durante a pandemia da COVID-19 - quando tinha cerca de 12 anos - pude aproximar-me ainda mais desta bela Família; vivia em Fátima e, como tinha aulas online, recorria tantas vezes - praticamente todos os dias - a essa “tenda” para receber Jesus Sacramentado, recitar o terço e fazer-Lhe companhia no sacrário. Aí manifestou-se também a providência de Deus, que, por misericórdia e através da Família, me ensinou a amar e a cultivar uma vida de oração. Certamente foi essa herança que me permitiu - e me permite ainda - testemunhar Jesus no ambiente escolar onde somos muitas vezes tentados a não assumir uma posição católica firme, por medo das humilhações, do desrespeito e da rejeição. Mas que são estes problemas perante a alegria do Céu? Que importa sofrer, se isso também é uma graça que nos prepara para a felicidade do Paraíso?
Entretanto, para além de todas estas formações, surgiu o retiro de raparigas: um encontro mensal em que a manhã é dedicada à oração - meditação, confissão, adoração, terço e Missa - e a tarde ao convívio e apostolado. Nunca, nesta Família, a formação espiritual fica desligada da formação humana e das amizades. Estas amizades são, sem dúvida, outro grande dom de misericórdia de Jesus: conhecendo a minha fraqueza, colocou ao meu lado outras raparigas que lutam pelo mesmo objetivo que eu - a santidade - e que partilham as mesmas dificuldades. E tu, caro leitor, já pensaste que Nosso Senhor te toca muitas vezes através do outro - um amigo, um sacerdote, uma religiosa …? No fundo é Ele que, presente na alma do outro, te fala e dirige para ti um olhar terno e amável, com o qual te atrai e te sentes amado. Talvez Ele te peça também que, depois de teres recebido tanto, te comprometas a ser para os outros essa mesma presença.
Chegou, seguramente, a minha vez de me comprometer com esta obra de amor e ser para os outros esta presença. Assim, com o desejo de continuar neste caminho, dei um passo importante neste ano: a Consagração a Nossa Senhora e a entrada na Família do Coração Imaculado de Maria. Como acontece com todas as graças, esta também veio acompanhada de tentações e dificuldades: «Será que estou a tomar a decisão correcta? Será esta a Sua vontade?» Essas perguntas — que ecoaram na minha mente e podem ecoar na tua, caro leitor — são legítimas. Ainda assim, pergunta-te: «Não recebi já o suficiente? Não toquei já em Jesus nesta Família? Não foi Ele que me conduziu até aqui?» Se estás a ponderar entrar na FCIM, ou te sentes atraído pelo carisma e pelo fundador, tem coragem! Este passo, se te deixares conduzir, levar-te-á a conhecer e a amar Nosso Senhor mais profundamente através de Nossa Senhora.
Agora, com o coração mais leve, faço o propósito de continuar. Não porque me sinta perfeita — pois não o sou — mas porque sei que o Senhor me quer peregrina e amante. Ofereço-Lhe os meus dias, as minhas dúvidas, os meus passos incertos e especialmente a minha pobreza, os meus pecados e infidelidades. Rezo para que, por misericórdia, Ele me molde como um “instrumento válido em Suas Vossas mãos”, tanto na FCIM como fora dela - no quotidiano, na escola, na minha família, no voluntariado. Peço-te, caro leitor, que também tu possas deixar-te ser atingido por esse encontro que transforma — porque se encontrei o Nosso Senhor nesta “tenda”, creio que Ele espera igualmente por ti, com a paciência de sempre. E se, caro leitor, já fizeres parte desta bela Família, que este texto seja para ti um convite a renovar o ardor e a entrega, lembrando-te de quanto Jesus já te concedeu através dela.
Que o Bom Deus, por intercessão de Nossa Senhora e dos santos, aumente em nós o desejo de amar até ao infinito. E se este texto tocou o teu coração e te inspirou santos propósitos ou pensamentos, foi apenas por mérito deste Deus que nos ama tanto.
Considerai o que recebeis e sede aquilo que recebeis
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Com uma pequena doação poderá ajudar-nos a construir a nova Igreja da FCIM dedicada a Nossa Senhora e a São José em Fátima
A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria
Ogni vocazione sacerdotale è un grande mistero, è un dono che supera infinitamente l'uomo. (San Giovanni Paolo II)