DOSES DE ESPIRITUALIDADE
La gloria del Padre, la gloria di Dio è che l’uomo viva. Ecco, l’uomo vive in Cristo. (San Giovanni Paolo II)
NEWS
Retiro Jovens Outubro 2024
de Caetana de Castello Branco
Após o retiro, foi-me proposto que escrevesse uma reflexão sobre a partilha e sobre os Servos, e como foi regressar.
Bem… fiquei super nervosa, sem saber se responder sim ou não, ainda por cima no dia em que estava mais alheada e distraída. Mas como se pode negar um pedido vindo do Céu? Então a minha resposta foi sim, com algum receio e incerteza.
Assim que soube que havia este retiro, eu não consegui pensar duas vezes, fui logo escrever o nome na lista de quem vai ao retiro. Enviei mensagem para uma amiga a dizer “Estou tão contente e tão ansiosa por este retiro. Já tenho saudades dos Servos”. É tão bom e tão reconfortante regressar à Família do Coração Imaculado de Maria, o sentimento que me traz é como voltar a casa no fim de um dia de aulas ou de um dia cheio de trabalho, ainda que ali seja diferente… é sentir verdadeiramente um repouso nos braços do Pai!
As irmãs são as nossas Mães que nos acolhem e nos dão carinho, os Padres são os nossos melhores amigos, sempre disponíveis para nos ouvir, para rir, chorar ou festejar connosco e até mesmo chamar-nos à atenção para a realidade, sem nunca perder o foco em Jesus e Maria. Os restantes leigos/servos são os nossos irmãos que nos fazem sentir ainda mais em casa (como se fosse um puzzle, em que todas as peças encaixam e não é possível completá-lo se faltar alguma).
Depois da conferência, no momento da Adoração ao Santíssimo, tínhamos umas perguntas que nos ajudavam a guiar o pensamento e a rezar. De joelhos, diante do Santíssimo, não me saía nada, não me saíam palavras, cheguei até a pensar se Jesus me estaria a ouvir… então só consegui contemplar e aproveitar o silêncio. Confesso que fiquei triste, porque tive tanto tempo para rezar, algumas coisas para questionar ou até partilhar e não conseguia nada. Foi no momento da partilha, e quando tive direção espiritual, que consegui perceber qual era, afinal, o meu propósito neste retiro!
Como disse o Padre Luigi: “assemelham-se a um Ferrari sem motor, potente, mas parado”, quer isto dizer que nós, jovens, temos potencial, muito mais potencial do que sonhamos algum dia ter, mas não somos coerentes nem consistentes na nossa vida Espiritual. Ou seja, aprende-se a teoria, e se nos fosse feito um teste, provavelmente muitos de nós passávamos com distinção, mas não temos uma relação séria, verdadeira e honesta com Deus e, desta forma a nossa vida não tem uma ordem, não tem prioridades e assim também nunca teremos Paz. Portanto, para alcançarmos esta paz (“Shalom”) então temos, obrigatoriamente, de colocar Deus na nossa vida, tem de ser nosso íntimo e a nossa prioridade e, assim toda a nossa vida conseguirá uma ordem com prioridades bem estabelecidas.
E aqui está a resposta à minha presença neste retiro. Andava numa correria, tão ocupada (distraída) e de facto, Deus não estava em primeiro lugar, refletia-se nas minhas decisões, em situações que sucederam na minha vida e eu não soube como reagir. A verdade é que tendo Deus no centro e a oração como adjuvante, temos paz com serenidade, com inteireza e com ordem e, para além disto, aprendi também que o tempo é sempre a medida do amor, ou seja, o tempo que dedico a Deus, é o quanto eu O amo… E quero amar mais a Deus e ser mais íntima. Quero que Ele seja o meu melhor amigo. “ A oração é a força que nos dá a capacidade de amar o outro” (São João Paulo II)
Deus não foi a minha prioridade, ou melhor dizendo, facilmente caímos num abismo em que Ele está na “lista de prioridades”, mas fica arrumado num canto por ser algo que temos por garantido – o amor de Deus. A minha presença neste retiro foi muito mais clara do que achei que ia ser.
A propósito deste pensamento, há uma frase que é muito boa para introspeção “Sabes o quanto amas Deus, pelo tempo que Lhe dedicas”, e a verdade é que depois deste dia e de tantos momentos de partilha, percebi onde é que Deus se faz pequeno perante as decisões que tomo na minha vida. Ele não se impõe, Ele não se revolta. Há poucas certezas que tenho na vida, mas uma delas é que Deus não me abandona mesmo quando as minhas falhas são recorrentes.
Como dizia São João Paulo II, “A oração é a força que nos dá a capacidade de amar o outro”. Assim, tudo fez sentido. Compreendi que o amor verdadeiro é justamente isso: estar presente, mesmo quando não há palavras, mesmo quando parece difícil, e confiar, mesmo quando não conseguimos ver. Amar é vencer, como Cristo venceu na Cruz, e muitas vezes a oração é a nossa única forma de amar, a única solução possível – mesmo em silêncio durante uma adoração com poucas palavras.
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La gloria del Padre, la gloria di Dio è che l’uomo viva. Ecco, l’uomo vive in Cristo. (San Giovanni Paolo II)